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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Superintendente afastado do Ibama nega envolvimento em irregularidades

Reprodução/ Youtube
Principal alvo da operação Kodama, o superintendente do Ibama no RN, Clécio Santos
Nesta terça-feira a Polícia Federal deu detalhes sobre a operação Kodama, que apura irregularidades dentro do Ibama do Rio Grande do Norte. O principal alvo da investigação é o superintendente do órgão no RN, Clécio Santos.
O Ibama informou que já havia pedido o afastamento do superintendente em julho deste ano. A investigação feita pelo Ministério Público Federal em conjunto com a Polícia Federal verificou que existia um esquema que envolveu três empresas de processamento de pescado, um hotel e a superintendência do Ibama.
De acordo com a polícia a superintendência atuava favorecendo de forma irregular determinadas empresas, e desconsiderando autos de infração, devolvendo bens apreendidos, além de ter feito a liberação para a construção irregular de um hotel em Tibau do Sul em uma área de preservação permanente.
A Corregedoria do Ibama concluiu no último 4 de julho um Processo Administrativo Disciplinar pedindo ao Ministério do Meio Ambiente o afastamento do superintendente. A polícia ainda investiga se as irregularidades feitas dentro do órgão por Clécio Santos seriam em troca de pagamentos financeiros.
O superintendente afastado teria sido indicado ao cargo pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB), Clécio Santos ocupava o cargo desde julho de 2016. No pronunciamento feito a imprensa a Polícia Federal não indicou um possível envolvimento do deputado no caso, Rogério tem foro privilegiado com as irregularidades apuradas.
Em nota enviada pelo seu advogado Donnie Allison , Clécio Santos negou o envolvimento em irregularidades, e disse estar a disposição da justiça para colaborar com as investigações.
Leia a nota:
Clécio Antônio Ferreira dos Santos, Superintendente do IBAMA/RN, por hora afastado de suas funções, em face da decisão proferida pelo Emin. Juiz Federal da 14° Vara, vem a público esclarecer que:
Entendo por bem, dizer antecipadamente, que não tenho qualquer relação espúria com terceiros investigados, seja pessoa jurídica, seja pessoa física, que não me utilizei do cargo para atender interesses pessoais e que toda minha trajetória está assentada na legalidade e na ética.
Reitero, finalmente, que exerço atividade profissional há 49 anos, servi a quatro governos estaduais, sem qualquer mácula em minha biografia.
NUNCA ROUBEI NEM DEIXEI ROUBAR, NUNCA DEI NEM RECEBI PROPINA, NUNCA CORROMPI NEM FUI CORROMPIDO, de modo que fico a total disposição das autoridades para esclarecer e colaborar com o desenrolar dos fatos, que, por si só, irão me inocentar. 

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